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Inglaterra com a bola. O jogo tende a ser equilibrado em todas as frentes (posse de bola, chances criadas, chutes, razão entre bolas longas e passes curtos, etc.). Dito isso, a Itália é imprevisível na sua forma de marcar e varia momentos de bloco alto e baixo, aqui vamos focar no bloco médio-baixo italiano, já que a Inglaterra tende a tentar bolas longas em situações de bloco alto, especialmente se for o bloco alto italiano, que é uma espécie de Gegenpressing que objetiva causar o erro adversário. Tendo isso em vista, a Inglaterra pecou na construção e criação de jogadas em várias partidas no decorrer no torneio, em especial por causa de usar laterais defensivos e que não oferecem suporte ao ataque. Esse problema ficou evidente no jogo Inglaterra x Dinamarca, em que a Inglaterra cresceu no jogo somente após liberar seus laterais. Nesse sentido, considerando que os times são mais cautelosos em finais, os ingleses provavelmente repetirão o padrão de laterais defensivos, ao menos nos minutos iniciais, e isso prejudicará a criação da equipe. Por outro lado, a Inglaterra pode criar grandes chances no contra-ataque se souber explorar os espaços deixados por Emerson em suas subidas ao ataque, além de gerar superioridade no meio com as saídas de Harry Kane para buscar a bola. É importante, por fim, destacar que - assim como os jogos anteriores desta Euro - esse confronto tende a ser marcado por um grande equilíbrio, fazendo com que o time que melhor aproveita suas chances saia vitorioso e, nesse sentido, os dois time se saem muito bem; com a Itália criando 2.13xG por jogo e convertendo 2.7 e a Inglaterra criando 1.21xG e marcando 1.6.