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O Palmeiras que, ao golear a Ferroviária de Araraquara/SP, reabilitou-se no campeonato, depois da derrota para seu maior rival, apresentou como principais alterações, realizadas pelo técnico Eduardo Baptista, a entrada de Egídio na lateral esquerda, que subiu bastante ao ataque, e o deslocamento de Dudu, que, até então, atuava preso na extrema esquerda do campo, sem oferecer muitos problemas às defesas adversárias, para, neste jogo contra o time do interior, ocupar uma zona mais central mas, com a devida liberdade de movimentação, chute a gol e, principalmente, com passes rápidos e precisos, acionar seus companheiros de ataque. Estes invadiam a área adversária, ora em diagonal para receber e finalizar a gol, caso mais frequente de Keno, geralmente pela esquerda, com William, pela direita, que teve o apoio de Michel Bastos, vindo do meio e abrindo pela lateral do campo, já que Jean exercia funções mais defensivas e pouco subia ao ataque. Zé Roberto, agora pelo meio, com sua categoria e experiência, acrescentou qualidade na zona de criação das jogadas ofensivas e saída de bola, cadenciando a partida, quando necessário; enquanto, Tiago Silva, mais recuado, ocupava o espaço a frente da dupla de zagueiros, da qual se deve destacar a excelente atuação de Dracena, principalmente na cobertura e organização defensiva da equipe alviverde. Com a posse da bola, assim jogou foi o Palmeiras de Eduardo Baptista, até das entradas de Borja e Roger Guedes, ambos anotando os 2 últimos gols que selaram a goleada palmeirense. Resultado que deu moral ao time e tranquilidade quanto às polêmicas apressadas sobre a competência do técnico à frente de um elenco reforçado e que terá, ao longo de 2017, competições importantes a disputar, como a Copa Libertadores da América.